Eu tinha muita revolta quando alguém me falava sobre humildade, principlamente querendo impor isso como forma de me fazer mais aceita ou freiar meu comportamento expontâneo e efusivo.
Eu achava que ser humilde era ser menorizado, diminuído e incapacitado. Era ser estar confortável no estado de "coitadinho".
Então, eu não queria ser humilde nunca!!!
Que desaforo! Pensava.
Uma afronta danada querer que eu, depois de tantas vidas, vividas das maneiras mais estranhas e inusitadas, a trancos e barrancos pra conquistar um pouco de consciência, tivesse que fazer de conta que não sei nada, só pra me nivelar com o "geralzão" de pessoas que não estão nem um pouco preocupadas em melhorar-se minimamente ou com o que vieram fazer aqui neste planeta maravilhoso!
Tamanha era minha revolta com essa história de HUMILDADE, que repeti por várias vezes: Humildade é coisa de medíocres!
Mas, um belo dia...
Estava assim, sem fazer nada, conversando com meus pensamentos e uma Luz de consciência me inundou! Sentando-se à cama comigo me explicou:
"Ser humilde é perceber a grandeza em todas as coisas, sem se sentir pequeno.
É sentir-se feliz e grato por acolher a ajudar, pela oportunidade de perceber beleza nas menores coisas, sem mensurar a gratidão a ser recebida ou reconhecimento.
É ficar feliz por poder servir e aprender consigo mesmo no trabalho com o outro e descobrir o quanto somos capazes de fazer e aprender com o Bem em qualquer circunstância, bastando deixar que o amor e o trabalho superem as necessidades do reconhecimento egóico!"
Então, meus olhos se abriram e vislumbrei uma paisagem totalmente bela e nova!
Depois dessa aula gigante do meu espírito (acho que cansado de tanta besteira) deu a mim mesma, eu entendi, que ser humilde não é se fazer pequeno, desvalorizar-se ou omitir o próprio conhecimento ou capacidade pra nivelar-se aos outros, nem sentir-se grandioso por estar num momento de entendimento diferente, mas, é tão somente, estar feliz e aberto a novos aprendizados, percepções e experiências, em quaisquer níveis de evolução.
Não tem nada demais porém, em reconhecer o próprio valor!
Não temos que nos envergonhar de nos sentirmos maravilhosos, se a maioria se sente miserável. É uma escolha!
Devemos ser maravilhosos sim! E ensinar os outros a se sentirem também!
Era assim que o Mestre Jesus fazia: era humilde ao servir e ensinar,
sem jamais ser pequeno!
Com muito amor,
LENISSIMA

Uma bela aula
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